Hall da Fama da NFL: A Elite da Bola Oval e Quem Falta

Hall da Fama da NFL: A Elite da Bola Oval e Quem Falta

06/05/2026|6 min|

André Russo e Arley Barbosa destrincham o processo de seleção para o panteão do futebol americano e apontam nomes que merecem um lugar ao sol.

O Templo dos Imortais: Onde a História da NFL Ganha Vida

No coração de Canton, Ohio, reside um santuário dedicado aos heróis que moldaram o futebol americano: o Hall da Fama da NFL. Fundada em 1920, a liga profissional escolheu essa cidade como seu berço, e hoje, o local abriga um museu que celebra os nomes mais icônicos do esporte. André Russo e Arley Barbosa, em mais um episódio eletrizante de ‘A Hora do Touchdown’, mergulharam fundo nos bastidores desse seleto grupo, explicando quem são os agraciados e o que é preciso para ter o nome gravado na história.

“O Hall da Fama é um local onde são homenageados alguns personagens da NFL e da antiga campeonato profissional americano de futebol”, explicou Arley, contextualizando a importância do espaço. A escolha de Canton não foi aleatória; foi lá que a liga deu seus primeiros passos, um marco que justifica a permanência do museu no local.

Mas quem são os escolhidos para trilhar esse caminho de glória? A resposta, segundo André, envolve diferentes esferas da NFL: “Eles separam normalmente em três categorias: os jogadores do que eles chamam de Modern Era, que são os jogadores dos momentos mais atuais, os Senior Candidates, que são os jogadores antigos, e também os treinadores, executivos e Commissioners”. Em suma, qualquer um que tenha contribuído positivamente para o crescimento e a grandeza da liga pode sonhar com um lugar ao sol.

No entanto, o caminho para a imortalidade não é para qualquer um. O processo de eleição é rigoroso e envolve um painel de 50 especialistas e jornalistas que, em etapas, selecionam os nomes que entrarão para a história. A lista inicial de indicados pode chegar a 130 nomes, mas apenas uma fração deles alcança a fase final. “São mais ou menos 15 jogadores da era moderna, três jogadores de antes de 1970 e mais um técnico e um contribuinte”, detalhou André, evidenciando a exclusividade do hall.

O Berço da Liga

Canton, Ohio, foi escolhida como sede do Hall da Fama porque foi lá que a National Football League (NFL) foi fundada em 1920.

A Dura Missão de Entrar para a Elite: Estatísticas, Polêmicas e o Fator ‘Uau’

Entrar no Hall da Fama da NFL é um feito monumental, comparável a ser um dos 1% que realmente fizeram a diferença na história do esporte. A cada ano, entre quatro e oito membros são introduzidos, um número que reflete a exigência de, no mínimo, 80% dos votos na votação final. Com cerca de 370 membros em seu histórico, o Hall da Fama é um clube para poucos, um reflexo da vasta quantidade de talentos que já passaram pela liga.

“Não adianta falar ‘Ah, o Hall da Fama aceita muita gente’. 1%, pessoal. Você tem que ser aquele 1% que fez a diferença na história da NFL”, enfatizou Arley, ressaltando a raridade da conquista. Essa exclusividade é o que torna o Hall da Fama tão cobiçado e respeitado.

A cerimônia de indução, que ocorre durante a semana do Hall of Fame Game – o pontapé inicial da pré-temporada –, é um espetáculo à parte. É nesse palco que os novos membros recebem seus bustos de bronze, uniformes históricos e têm suas contribuições eternizadas em exposições interativas. Nomes como Joe Montana, Peyton Manning, Jerry Rice e Lawrence Taylor já têm seus lugares garantidos, mas a lista de lendas é extensa e cheia de craques que ainda aguardam o reconhecimento.

No entanto, nem tudo são flores no caminho para o panteão. O programa ‘A Hora do Touchdown’ também abordou as polêmicas e as injustiças que cercam algumas seleções. O caso de Terrell Owens, um wide receiver de talento inegável, mas com um histórico de problemas extracampo, é um exemplo gritante. “Ele era meio polêmico, era meio difícil, mas jogador, um baita jogador”, comentou André, lembrando que Owens chegou a fazer sua própria cerimônia de indução após não participar da oficial.

Outro nome que gerou debate foi o do técnico Bill Belichick. Apesar de seu currículo vitorioso com seis Super Bowls como head coach, ele não alcançou os 80% dos votos necessários, possivelmente devido a escândalos como o ‘SpyGate’ e o ‘DeflateGate’. “Realmente ele é muito grande, mas não entrou, provavelmente por causa dessas duas polêmicas”, ponderou Arley, mostrando que, no Hall da Fama, o talento precisa andar de mãos dadas com a conduta.

1%, pessoal. Você tem que ser aquele 1% que fez a diferença na história da NFL.— Arley Barbosa

Os Que Faltam Chegar: Brees, Gates e o Rei Tom Brady

Enquanto alguns nomes incontestáveis já desfrutam da glória do Hall da Fama, outros, igualmente brilhantes, ainda aguardam a tão sonhada honraria. André Russo e Arley Barbosa destacaram alguns dos jogadores que, segundo eles, deveriam ter seu lugar garantido no panteão da NFL.

Um dos nomes mais comentados é o do quarterback Drew Brees. “Ele foi muito dominante ali no Saints, mas, né? Ele é elegível recentemente. Então, com certeza ele ainda vai chegar ali, vai conseguir entrar no Hall da Fama”, apostou André. Brees, com sua precisão e longevidade, deixou uma marca indelével na liga.

Outro que figura na lista de pendências é o tight end Antonio Gates. Conhecido por sua força e habilidade em campo, Gates foi uma peça fundamental nos Chargers por muitos anos. “Foi muito bom e deve entrar aí em algum momento aí no Hall da Fama”, afirmou Arley, reconhecendo o talento do jogador.

E o maior de todos? Tom Brady. O quarterback, que redefiniu o conceito de longevidade e sucesso na NFL, ainda não está elegível para o Hall da Fama. “Ele vai se tornar elegível agora, né? Você tem que esperar cinco anos depois da sua aposentadoria para se tornar elegível”, explicou André. A espera, embora necessária, é vista como uma mera formalidade para quem já conquistou sete Super Bowls. A expectativa é que, assim que o período de carência terminar, Brady seja uma entrada quase automática.

É importante notar a diferença no tempo de espera para elegibilidade: enquanto atletas precisam aguardar cinco anos após a aposentadoria, treinadores e outros contribuintes só precisam de um ano. Essa regra, aliás, pode ter sido um dos fatores que impediu a entrada de Bill Belichick neste ano, apesar de sua elegibilidade.

O debate sobre quem merece ou não entrar no Hall da Fama é uma constante no universo da NFL, e o programa ‘A Hora do Touchdown’ se propõe a trazer essas discussões para os fãs. Com análises aprofundadas e opiniões embasadas, André Russo e Arley Barbosa nos convidam a refletir sobre o legado dos grandes nomes do futebol americano. Para conferir todos os detalhes e aprofundar ainda mais nesse papo sobre a elite da bola oval, não deixe de assistir ao episódio completo no YouTube da FQDTV!

Tempo de Elegibilidade para o Hall da Fama

Categoria Tempo de Espera após Aposentadoria
Atletas 5 anos
Treinadores e Contribuintes 1 ano

A Injustiça de Owens

Terrell Owens, um dos maiores wide receivers da história, foi introduzido ao Hall da Fama em 2018, sete anos após sua aposentadoria em 2010, devido a controvérsias extracampo.

Assista na íntegra

Esta matéria é um resumo do programa. Veja o episódio completo no YouTube e inscreva-se no canal FQDTV Esporte para não perder os próximos.

▶ Assistir ao episódio completoInscreva-se no canal FQDTV Esporte


Entre para a Comunidade FQDTV

Receba os episódios novos, bastidores e promoções dos programas que você curte.