F1 2026: Carros Mais Leves e Aerodinâmica Ativa

F1 2026: Carros Mais Leves e Aerodinâmica Ativa

03/02/2026|5 min|

Flavio Gomes detalha as mudanças radicais que prometem agitar o grid a partir da próxima temporada, com novidades que vão do design dos carros à gestão de energia.

Adeus, Jamantas! Olá, Agilidade: O Novo Tamanho da F1

O jornalista e piloto Flavio Gomes abre o programa “Pé no Porão” apresentando um cenário que é pura paixão pelo automobilismo: sua sala de troféus. Com mais de 20 anos de experiência cobrindo a Fórmula 1 in loco, ele se propõe a desmistificar o novo regulamento de 2026, uma mudança que ele define como a mais drástica em 76 anos de história da categoria. A primeira grande novidade para 2026 é o encolhimento dos carros. “Jamantas enormes, gigantescas, compridas, largas”, como descreve Gomes, darão lugar a máquinas mais compactas e ágeis.

Os carros de 2026 serão 10 cm mais estreitos e terão o entre-eixos 20 cm mais curto. “Pode parecer pouca coisa, mas quando a gente olha num carro de corrida, vocês vão perceber isso nas imagens de televisão ao longo do ano”, comenta o apresentador. Além das dimensões, o peso também diminui: serão 30 kg a menos, saindo de 798 kg para 768 kg. “Em automobilismo, a relação peso potência sempre é muito importante, faz-se de tudo para tirar peso de um carro”, ressalta Flavio Gomes, lembrando que equipes já chegaram a tirar tinta para reduzir o peso.

F1 2026: Dimensões e Peso em Mudança

-10 cm
Redução na largura dos carros
-20 cm
Redução no entre-eixos
-30 kg
Redução no peso total do carro

Aerodinâmica Ativa e Boost: A Nova Dança da Velocidade

A revolução aerodinâmica em 2026 traz a “aerodinâmica ativa”, um sistema que permitirá aos pilotos controlar as asas dianteiras e traseiras de dentro do cockpit. “As asas dianteiras e asa traseira vão ter elementos móveis. E podem abrir, abrir e fechar”, explica Flavio Gomes. Haverá dois modos: “modo X” (asas abertas) para trechos de alta velocidade e retas, e “modo Y” (asas fechadas) para curvas, oferecendo mais estabilidade. Essa funcionalidade, que pode ser acionada dezenas de vezes por volta, promete mais performance e dinamismo.

Mas a grande novidade para quem assiste e para quem pilota é o “boost”, um botão de potência máxima que o piloto poderá usar quando quiser. “Aperta o botão e o seu carro ganha a potência máxima”, diz Gomes. No entanto, o uso desse “boost” virá com um custo: o consumo acelerado da energia elétrica, que representará metade da potência total em 2026. “Se você gasta toda a energia de bateria que você tem no seu motor elétrico, você perde metade da potência do carro”, alerta o jornalista. Complementando a estratégia, o “modo de ultrapassagem” será ativado apenas quando o piloto estiver a um segundo ou menos do adversário, concedendo potência extra para tentar a manobra. “Vai ser uma guerra estratégica”, antecipa Flavio Gomes, prevendo ultrapassagens em locais antes considerados impossíveis. A gestão de energia se torna a chave para o sucesso na nova era da F1.

A administração de uso desses botões vai ser bastante interessante também para a gente ver como é que vai funcionar ao longo da temporada.— Flavio Gomes

Motores Híbridos Reinventados e Combustíveis Verdes: O Futuro Chegou

O coração da F1 em 2026 será um sistema híbrido ainda mais potente, com metade da força vindo dos motores elétricos e a outra metade dos motores a combustão. Os motores V6 turbo de 1.6 litro continuam, mas o sistema MGU-H (recuperação de calor do turbo) sai de cena, enquanto o MGU-K (recuperação de energia de frenagem) permanece. “Os motores elétricos triplicam a sua geração de potência em relação àquilo que era utilizado até o ano passado”, revela Flavio Gomes, explicando que a perda do motor elétrico significará a perda de 50% da potência total do carro, algo impensável para manter a performance em uma corrida.

Cinco fabricantes dominarão o grid: Audi (para a equipe de Gabriel Bortoleto), Mercedes (para Mercedes, McLaren e Williams), Ferrari (para Haas e Cadillac), Honda (para Aston Martin) e a parceria Ford/Red Bull. “Essa é a grande diferencial de 2026, a gestão elétrica combustão desses motores”, pontua o jornalista. Outra mudança radical é a adoção de combustíveis sustentáveis e renováveis, marcando o fim da gasolina derivada do petróleo na categoria. “A Fórmula 1 determinou que a partir de 2026, até porque ela quer chegar à emissão zero de carbono em 2030, que então a partir de 2026 não se usam mais combustíveis fósseis na categoria”, explica Gomes.

Os pneus também terão novidades, com rodas aro 18, mas pneus mais estreitos (2,5 cm na frente e 3 cm atrás), visando menos arrasto e peso. Por fim, o assoalho dos carros voltará a ser mais plano, reduzindo o impacto do “efeito solo” e, teoricamente, facilitando as perseguições e ultrapassagens, um problema recorrente nas últimas temporadas. “O problema, teoricamente, estará solucionado”, conclui Flavio Gomes.

Novos Fabricantes Chegando!

A Audi, com sua experiência em Le Mans, e a Ford, retornando à F1 em parceria com a Red Bull, são as grandes novidades entre os fornecedores de motores para 2026. A Cadillac também poderá ter seu próprio motor em 2028.

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