A Alma por Trás do Clique: Fotógrafos e o Processo Criativo
Um mergulho nas narrativas, sentimentos e imprevistos que moldam cada fotografia, mostrando que o registro é apenas o ápice de uma jornada complexa e emocionante.
O “Making Off” da Foto: Mais que um Instante, uma Jornada
Toda fotografia tem uma história que começa muito antes do clique. Em A História de um Click, programa da FQDTV, a fotografia é o ponto de partida para conversas sobre experiências, emoções, memórias e os momentos que transformam imagens em histórias inesquecíveis. Apresentado por Erick Melo, Marcos Credie e Adriano Maffei, o programa reúne diferentes olhares, vivências e perspectivas em conversas descontraídas com fotógrafos, profissionais da imagem e apaixonados pela arte de fotografar. Mais do que discutir técnicas e equipamentos, os apresentadores exploram o lado humano por trás das lentes, revelando curiosidades, desafios, decisões e histórias que raramente aparecem nas fotografias. Com uma abordagem leve, autêntica e inspiradora, A História de um Click convida o público a descobrir que, por trás de cada imagem, existe uma história que merece ser contada.
O que vemos em uma fotografia é apenas a ponta do iceberg. O programa “A História de um Click”, exibido pela FQDTV, desmistifica essa percepção ao revelar o intrincado processo criativo, as emoções e as experiências que precedem o momento exato do “clique”. Longe de ser um ato isolado, cada imagem é o culminar de uma jornada que envolve sentimentos, memórias e, muitas vezes, imprevistos.
Adriano Mafei, um dos apresentadores, ilustra essa complexidade com um relato inusitado do Alasca. Uma tentativa de fotografar uma cerveja a -39º C resultou em um congelamento inesperado, evidenciando que os bastidores, os 80% que não aparecem na imagem final, são tão ou mais importantes quanto o resultado. “A gente quer mostrar tudo isso, esse 80% que não tá ali na foto de como a gente chegou nesse clique”, explica Mafei.
Marcos Credie, outro apresentador, compara a fotografia final a uma “cerejinha do bolo”, enfatizando o “making off” que a antecede. Esse processo de preparação vai além da técnica, buscando evocar sensações e memórias. “Remeter a sentimento. E eu acho que tem muito a ver da foto você lembrar de, como eu falei, de cheiro, de momento de música. Então é um programa que é infinitas possibilidades de história”, afirma Credie. A proposta é humanizar a arte fotográfica, explorando a essência e a jornada emocional por trás de cada registro.
A gente quer mostrar tudo isso, esse 80% que não tá ali na foto de como a gente chegou nesse clique.— Adriano Mafei
O Olhar que Conecta: Criando Vínculos na Fotografia de Retrato
No universo da fotografia de retrato, a conexão com o fotografado é a chave para capturar a essência. Marcos Credie descreve a câmera como um “portal” que facilita o acesso às pessoas, buscando um vínculo que revele a naturalidade ou a forma como o indivíduo escolhe se apresentar ao mundo. “A foto também pousada, ela traz muito das referências da pessoa, de como ela quer se mostrar pro mundo”, reflete Credie.
Superar a intimidação que a câmera pode gerar, especialmente em contextos culturais mais reservados, é um dos grandes desafios. “Existe uma busca muito grande por esse lugar, né, da deixar a pessoa confortável frente à câmera”, pontua Credie. Ao abordar temas sensíveis, a postura do fotógrafo é crucial. Credie ressalta a importância de um “mimetismo”, de se integrar e compreender a realidade local com cuidado e sensibilidade, fugindo da figura do “turista exótico”. “Eu sempre busco entrar ali com uma certa com um certo cuidado, forma como você conversa com a pessoa”, relata.
Essa abordagem humanizada transforma retratos em narrativas visuais autênticas, onde o fotógrafo não apenas captura uma imagem, mas se conecta e aprende com o retratado, valorizando a troca e a essência humana.
A Câmera como Portal
Marcos Gredier compara a câmera em suas mãos a um “shift no teclado”, uma ferramenta que facilita o acesso e a conexão com as pessoas, permitindo capturar sua essência e como elas desejam ser vistas.
Democratizando a Arte: O Poder do Clique na Palma da Mão
A arte da fotografia é para todos, e “A História de um Click” reforça essa ideia, provando que não é preciso ter um equipamento profissional para criar imagens memoráveis. O apresentador Erick Melo destaca o celular como uma ferramenta “extremamente viável” para o registro e a construção imagética. “Você não precisa ter uma câmera profissional para fazer uma foto maravilhosa”, afirma.
Erick compartilha sua experiência pessoal, utilizando o celular para eternizar viagens e momentos em família. Com cerca de 65.000 fotos armazenadas, ele ressalta a importância de materializar essas memórias, “imprimir as fotos”, para que possam ser revisitadas e apreciadas. O programa convida o público a participar ativamente, enviando suas próprias fotos e contando as histórias por trás de seus “cliques”. “A gente quer trazer você também, esse espaço democrático, para você falar com a gente, né? mandar sua foto e contar a história que tem por trás de um clitch”, convoca Erick.
Com periodicidade quinzenal, “A História de um Click” se consolida como um ponto de encontro para entusiastas e profissionais, celebrando a fotografia e a riqueza das histórias que cada imagem carrega. Para conhecer mais detalhes, acompanhar os relatos completos e vivenciar essa experiência imersiva, assista ao vídeo completo no canal da FQDTV no YouTube.
A Evolução do Registro Fotográfico Pessoal
- Anos 2000
Popularização das câmeras digitais e aumento do volume de fotos armazenadas em computadores. - Anos 2010
Ascensão dos smartphones e a explosão do armazenamento digital de fotos em nuvem e dispositivos móveis. - Atualidade
Crescente valorização da impressão de fotos digitais como forma de preservar e revisitar memórias, combatendo a efemeridade do digital.
Assista na íntegra
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